O Alienista, Machado de Assis

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“Tudo era loucura. Os ocultores de enigmas, os fabricantes de charadas, de anagramas, os maldizentes, os curiosos da vida alheia, os que põem todo o seu cuidado na tafularia, um ou outro almotacé enfunado, ninguém escapava aos emissários do alienista.”

Sobre O Alienista

Publicado em 1882, é considerado o primeiro conto realista brasileiro.

Destaca-se pela relativização, marca da obra machadiana, que é o tema central do conto: Como definir a tão tênue fronteira entre normalidade e loucura? Onde começa a anormalidade? Ao longo da discussão deste indefinido limite critica o cientificismo do final do século XIX e coloca em pauta a questão do poder. Nesse sentido, a Casa Verde pode ser vista como personificação do pessimismo machadiano: nada é absoluto, tudo é relativo:

“Não se luta contra o destino: o melhor é deixar que nos pegue pelos cabelos e nos arraste até onde queira alcançar-nos ou despenhar-nos.”

Sinopse

O Alienista conta a história de Simão Bacamarte, doutor extraordinário, que volta ao Brasil após concluir sua formação na Europa. É na cidade de Itaguaí que ele pretende estabelecer-se, e, certo dia, decide se dedicar aos estudos da psiquiatria, pois para ele, “a saúde da alma é a ocupação mais digna do médico”.

Constrói, então, o manicômio Casa Verde. Em pouco tempo, o local passa a abrigar um grande número de ‘loucos’ da vila e da região, deixando a restante população preocupada.

“.. os olhos dele, empanados pela cogitação, subiam do livro ao teto e baixavam do teto ao livro, cegos para a realidade exterior, videntes para os profundos trabalhos mentais.”

Ocorre, inclusive, a Revolução dos Canjicas, formada por habitantes de Itaguaí que querem pôr fim às internações de Bacamarte, o que resulta em mais uns novos pacientes para a Casa verde.

Quando Bacamarte começa a perceber que sua teoria estava errada, repensa-a várias vezes até chegar à conclusão de que, sendo ele o único com mente perfeito, ele deve ser o anormal. Toma então as medidas necessárias…

Sobre Machado de Assis

Nasceu no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, em 1839.

Amplamente considerado o maior escritor brasileiro, escreveu em praticamente todos os gêneros literários, deixando assim um legado extenso e de imensurável valor cultural.

Menino mulato, pobre, gago, epilético e de pouca instrução nasceu com todos os requisitos para uma vida fracassada. No entanto demostrou-se como gênio literário.

Foi um dos fundadores e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras.

Faleceu no Rio de Janeiro em 1908.

www.machadodeassis.org.br

Espero muito que tenham gostado da resenha! Com certeza podem aguardar outras resenhas de obras machadianas mais para frente!

Comentem aqui embaixo se já leram O Alienista ou qualquer outra obra de Machado!

Boas leituras a todos!

 

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2 comentários em “O Alienista, Machado de Assis”

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